Projeto 3 minutos - O uso do EU e do MIM sem mistérios e lendas...

"Caros, estamos lançando no site da Edocta um projeto chamado 3 minutos. Esse projeto traz conteúdos veiculados por vídeos com o objetivo de explicar um tópico de algum assunto em 3 minutos. Estou colocando um vídeo-piloto do projeto aqui para saber a opinião de vocês.

Eis a proposta...

Legal... mais um blogue falando de Língua Portuguesa. Não... acho que a internet não merece mais um. Pontuação, acentuação, concordância e dicas para concurso... ah não, isso não. Nada contra, mas eu não... fico feliz que tenha quem o faça. Antigamente, eu sabia escrever fácil sobre coisas difíceis e, ao final doutorado em Língua Portuguesa, constatei que tinha aprendido a escrever difícil sobre coisas, muitas vezes, fáceis. Voltei ao estilo fácil sobre coisa difícil (ou nem tanto) .

O aluno lê mal. Então, quem é o culpado?

Discordo totalmente quando fazemos esta pergunta no singular e, vou mais longe, discordo da palavra "culpado" quando se trata de tentarmos entender porque formamos maus leitores. Na sala dos professores, é unânime a acusação de que o professor de português é o responsável direto pelo vasto número de analfabetos funcionais do país. Logo, diante de tais afirmações, podemos pressupor, mesmo erroneamente, que os outros professores não fazem uso da língua escrita ou falada para transferir os seus con

Com trema, sem trema... continuamos agüentando

Na verdade, o que pouca gente sabe é que o acordo ortográfico que passa a vigorar em 1º de janeiro de 2009 é um ajuste que tem muito mais interesses econômicos e políticos por trás, do que questões lingüísticas. O mercado brasileiro é muito maior do que o de todos os de outros países de Língua Portuguesa somados (segundo a CBL – Câmara Brasileira do Livro, movimenta 2,4 bilhões de reais/ano, produz 300 milhões de exemplares e mais de 35 mil títulos ano.

Tipos de alunos - Histórias de quem andou corrigindo redações do ENEM.

Há alguns anos trabalho com o INEP (órgão do governo que organiza o ENADE, as avaliações de curso de graduação, e o ENEM etc.), mas como corretor de redação.. Isso não, foi minha primeira vez neste ano. Foram mais de 3100 redações do ENEM corrigidas por mim, mas se tomarmos a minha vida toda, como professor, devo ter corrigigo mais de 20 mil textos de alunos. A estrada foi longa e, nesse último ENEM, resolvi fazer do trágico algo cômico.

“Vou estar fazendo” - anatomia de um vício

No meio do meu descanso, toca o telefone. “Boa tarde, senhor (atentem ao ‘r’ vibrante). Aqui é da Mega Plus International que por sua boa relação como cliente vai estar disponibilizando totalmente grátis sem nenhum custo adicional o Ultra Mega Plus Card com todas as vantagens do programa especial Mega Plus Services, vai estar também oferecendo (por favor, com uma epêntese do /i/, logo, ofereceindo )...” Pronto, já me perdi no gerúndio desnecessário dela.

Palavras estrangeiras invadem o português… bom ou mau?

Primeiro de tudo, é importante que se saiba a diferença entre estrangeirismo e empréstimo. Grosso modo, o primeiro se caracteriza a partir da incorporação de uma palavra estrangeira ao vocabulário de uma língua mantendo sua grafia e pronúncia, já, no segundo caso, trata-se da incorporação de uma palavra ao nosso léxico que, ainda que mantenha a pronúncia (ou algo bem próximo), sofre alterações para assumir a escrita da língua em que acaba de se inserir.

A língua, frutas e cores... as metáforas do cotidiano.

A s palavras não têm culpa dos significados que atribuímos a elas. E uma vez que uma língua tem um número restrito de palavras, há um processo chamado de expansão metafórica que nada mais é do que expandirmos o sentido de uma palavra para área semântica que a principio não é a sua de origem. Por exemplo, cachorro, em determinado momento, passar a ser utilizado como sentido de ordinário, pilantra, canalha e nada tem a ver com o animal, muito pelo contrário.

Mas cuidado com as palavras e coisas...

Há certas coisas que não servem para nada. Por exemplo, aquele negócio que o pessoal usa para coisar o piso. O cara compra um trem daquele tamanho, custando aquilo, e achando que vai dar para colocar lá. Quando vê, a gente que precisa do trem coisado não consegue usar nada.

Um país de escritores e de escrevedores

“Digo isto porque tenho medo que, um dia, você também me esqueça...” Dora, personagem de Fernanda Montenegro no filme Central do Brasil. Não foi com esse filme que trouxemos o Oscar para Brasil... Entretanto, ele é o ponto de partida de mais uma série de reflexões sobre o país que temos e o país que queremos. Central do Brasil foi a grande demonstração de amadurecimento do cinema brasileiro , mostrando que dos arroubos do Cinema Novo, das inovações e óticas engajadas de Júlio Bressani e Glauber

Feliz Outono

Que presente! O outono na Bahia começou com chuva.

Fronteira morfológica das palavras: riso certo!

Quando aprendemos uma língua estrangeira a maior dificuldade dessa aprendizagem é identificar as fronteiras morfológicas das palavras. É mais ou menos quando termina uma palavra e começa outra. Com base nisso, alguns colegas de internet, pegaram músicas em japonês e tentaram identificar as fronteiras morfológicas como se fossem em português. Veja como ficou interessante o efeito.

Nomes e significados dos nomes, entre chutes e hipóteses

Um dia, eu estava assistindo a uma entrevista na TV e o cara falava sobre o significado de alguns nomes próprios. Lembrei dos filmes de caubóis em que o índio se chamava, Chewabo, e os seus pares sempre explicavam que aquele nome significava “ guerreiro bravo e selvagem que luta sem armas na lua cheia e/ou minguante com honra e perseverança por uma causa nobre dos seus irmãos que morreram em outras batalhas ”. E eu ficava pensando: - Caramba, que poder de síntese.

Um Singular por Todos e Todos Plurais por Um.

Não há nada mais intrigante do que observar a língua em sua informalidade. E não é só um professor de língua portuguesa que destaca isso frequentemente. Todos fazem uso destas mesmas estruturas e, no entanto, não dão o devido destaque a este fenômeno: o uso constante de plurais e coletivos em palavras que expressam o singular.

Meu adorável pleonasmo

As pessoas se horrorizam com expressões como subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro e vai por aí. Eu, sinceramente, não me assusto mais com nada. Nada do que é língua, me é estranho, parodio o filósofo. Outro dia vi um homem furioso que gritava: - Sai para fora. Enquanto o outro, escondido dentro de um bar, a última coisa que pensava era no pleonasmo empregado. Ele gostaria até mesmo de ser paradoxal e sai para dentro.

Palavras mudam o tempo todo

Sou de um tempo em que ser lesado ou doente era algo digno de preocupação e não apelido elogioso. Tempo em que cachorras, ou eram fêmeas de cães, ou prostitutas. Lá, se foi a época em que sinistro era algo sombrio e chegava a assustar... e Velho era uma referência pop ao pai (Meu velho é gente fina!) Hoje, “véios” tem 14 anos e, muitas vezes, são também “malucos”

Manias esquisitas dos falantes de português - hipérboles

Somos a terra dos falantes HIPERBÓLICOS. Aqui as pessoas falam que isso ou aquilo é a oitava maravilha (na verdade só havia até ano passado 7), morremos de fome e continuamos vivos e ficamos carecas por saber algo durante muito tempo. Mas o mais engraçado é o caso da frase “concordo com você em gênero, número e grau.” Pois é. Gênero e número, tudo bem. Mas GRAU. Bom, aí vai uma aula de graça: Ao contrário do que trazem algumas gramáticas, grau é uma derivação ou como chama MATTOSO, uma derivação

Origem da expressão III - Sabe de onde veio a palavra OSCTRACISMO?

Atualmente, você talvez seja posto no ostracismo por crimes tais como estar usando a roupa errada no lugar errado, ou por ter nascido com o sobrenome errado. Mas no século V a.C., em Atenas, ostracismo era um procedimento legal, inventado para punir deslizes políticos. O reformador Clístenes, fundador da democracia ateniense, concebeu um novo sistema político destinado a atender, na medida do possível, ao desejo do povo, e não estava disposto a permitir que algum dos antigos aristocratas viesse

Falsas semelhanças de linguagem e sons estranhos

Quando estive na Argentina deparei com essa placa. Lembrei de um aluno meu de graduação que, um dia, veio todo sério dizer que, durante uma aula de espanhol, os alunos dele pediam que ele dissesse que expressão era aquela escrita e ele repetia: MIENTRAS, gente, MIENTRAS... Ele me disse que repetiu algumas vezes até perceber a sonoridade da palavra em Português.

Origem da expressão II - Tirar água (leite) de pedra

O escravo Toxilos está numa situação bastante comum: apaixonado e sem dinheiro. Mas seu problema é bem mais sério que não poder levar a namorada a um restaurante grã-fino. O fato é que, se ele quiser realmente ficar com ela, vai ter que comprá-Ia do seu atual dono, pois ela também é uma escrava.


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